28 de nov de 2013

Foto: Leila Andrade


 



novembro

há o tempo exato do giro, do círculo,
da meio de tudo
independente das vontades, manias
cálculos

que não haja gosto amargo  de certos finais
hoje inícios de alamedas
das varandas,  promessas, ternuras
por mais que seja passado, pesado
repetido o medo

mas este, sim,  um dia crítico e tardio
- todo ano será -
de quem só leva nos desejos nada tão óbvio:
certas  desordens do íntimo

e o perigo de pousar
muito lenta e ser absolutamente
nada além de mim a me guiar






Escrito por Leila Andrade 1:01 PM

 
21 de dez de 2012






Desenho: Luiza Maciel Nogueira

     


ainda não sei o nome
não sei se amor,
não sei se vertigem de paixão,
se doçura. se dor

ao mesmo tempo tudo inexato

sei da sombra do desconhecido
descortinando outras partes inconscientes
de mim, delicadamente




 

Escrito por Leila Andrade 2:49 PM

 
15 de jul de 2012

Foto: Leila Andrade




o caminho da água
inscrito em meu corpo
procura por liberdade

tal qual um rio 
– memória condensada –
espera pelo laço do mar
eternizado em sal





Escrito por Leila Andrade 8:23 AM

 
5 de out de 2010

Foto: Leila Andrade







o tempo traz tantos estilhaços
o mesmo que dúvidas grafadas
em algum lugar
outrora translúcido

Escrito por Leila Andrade 3:00 PM

 
6 de jan de 2010

Foto: Leila Andrade





Algo indócil
no ar das pessoas incertas

Entram
não dizem nada
nem te olham

Deixam no ar
as sombras escurecidas

Eu tergiverso
mania de deixar a porta aberta

E o sol entrar

Escrito por Leila Andrade 11:00 AM

 
13 de ago de 2009



Foto: Leila Andrade








Pode ser que alguém não veja
mas a face do dia 
vem misturada às dores do tempo

Confundida
a face é dupla
e mostra o que não é

Tanto que há essa confusão 
a me clamar no infinito
sabor da sua voz

Escrito por Leila Andrade 11:10 AM

 
10 de jun de 2009

Foto: Leila Andrade







Teima o tempo em minhas mãos

De flores e terras esquecidas


Há sempre uma semente que cura

Basta entender


Escrito por Leila Andrade 12:00 PM

 
11 de mar de 2009

Foto: Leila Andrade







caminho feito de somas

restos deixados

temperamento do tipo tardio



no final

sempre folhas verdes

e novas




Escrito por Leila Andrade 11:11 AM

 
30 de dez de 2008

Foto: Leila Andrade

o dia começa
e os olhos tão dispersos
acompanham cada gesto cotidiano

perceber do silêncio
as linhas do tempo

nuvens do céu
o que restou no chão

basta

Escrito por Leila Andrade 10:50 AM

 
5 de nov de 2008






Foto: Leila Lopes de Andrade





entre templos, cidades, ruínas
ecoa o caminho sujo das desesperanças
mas
à surdina
restos encorpados de um dia
assombram minha lenta visão
indócil alcançada pelos pedaços da palavra
por favor

Escrito por Leila Andrade 9:06 PM

 
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