6 de dez de 2006



"Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão.
Se dilacerar-lhes a ponta
ou simplesmente não tocá-las.
Se estão perto cegam meus olhos.
Se estão longe as desejo."
(Hilda Hilst)

O mal de pressentir a paixão...
Não tenho bom senso.
Se te penso, escurece o dia pela falta que fazes em minhas mãos.
Enquanto eu aqui durmo, o que desejas do outro canto da cidade?
Remota e extensa hora, embarco.

Salto no próximo verde ou escolho a areia
e sujo meus pés de sal.
Alucinam-me a falta de paciência, o atraso do amor:
aconteceram, há mil anos, aqueles dias de novembro.

Escrito por Leila Andrade 12:24 AM

 
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